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Geopolítica antes das manchetes
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Tema: Estados Unidos

Estados Unidos: matérias e notas em que país é ator central.

22 pessoas baleadas, 19 delas dentro de carros

Uma revisão caso a caso dos disparos de agentes federais de imigração desde janeiro de 2025 mostra onde o padrão se repete: a abordagem de trânsito responde por 19 dos 22 baleados e por quatro das seis mortes. Em Austin, o homem atingido no domingo já está sob custódia federal à espera de deportação, e o inquérito do disparo segue com a agência que atirou.

21 set 2026

A memória passou a decidir a corrida da inteligência artificial (IA)

O preço da memória dinâmica de acesso aleatório (DRAM) comum subiu 90% num trimestre porque a capacidade migrou para a memória de alta largura de banda (HBM). A China avançou onde ninguém olhava, com 10% do DRAM global, 14% da memória flash NAND (do inglês Not-And) e a empresa mais valiosa da bolsa de Xangai, enquanto o controle de exportação dos Estados Unidos mira o gargalo da geração anterior.

21 set 2026
Fluxo

O venezuelano Wilber Rafael Garcés Pérez, baleado por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) numa rua de Austin, no Texas, no domingo, 20 de setembro de 2026, foi levado de volta ao hospital depois de protestos e da pressão de parlamentares do Texas sobre o seu estado de saúde, porque o projétil alojado nas costas não havia sido removido, segundo o El País. Ele havia dito numa ligação durante uma coletiva de imprensa na segunda-feira, 21 de setembro, que a bala fraturou a clavícula e não foi retirada por estar perto da coluna, e que no Centro de Processamento do ICE de Pearsall, onde está detido, recebeu apenas um analgésico na madrugada. O Departamento de Segurança Interna (DHS) dos Estados Unidos afirmou que ele estava estável quando foi transferido, e a advogada Kate Lincoln-Goldfinch contesta a versão oficial de entrada irregular: segundo ela, Garcés entrou com autorização em 2024 e pediu asilo, e a ordem de deportação saiu à revelia porque um aviso de audiência foi enviado ao endereço antigo. O congressista de Austin, Greg Casar, pediu que o ICE não deporte o ferido, e a cidade teve a segunda noite de protestos.

22 set · 06:05

O Ministério das Relações Exteriores da China declarou nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, que se opõe às “sanções unilaterais ilegais” dos Estados Unidos contra o Irã e contra os parceiros comerciais de Teerã e que tomará “todas as medidas necessárias” para proteger os interesses chineses, segundo a BBC News e o Middle East Eye. O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, anunciou na segunda-feira, 21 de setembro, o pacote que Washington batizou de “Operation Economic Outcast” (“Operação Pária Econômico”), descrito por ele como “a maior ofensiva financeira já desfechada” contra o Irã, e afirmou que “todas as companhias aéreas iranianas serão fechadas em todo o mundo” em 23 de setembro, sob ameaça de sanções secundárias a quem lhes prestar serviços, segundo o Middle East Eye. O Tesouro mapeou canais financeiros e redes de evasão e sancionou quase 60 entidades, pessoas e navios. A China é a maior compradora do petróleo iraniano, e David Oxley, economista-chefe de clima e commodities da Capital Economics, disse à BBC News que o pacote terá “efeito direto limitado” sobre os fluxos de energia do Irã. O anúncio antecede a reunião de Donald Trump com Xi Jinping prevista para quinta-feira, 24 de setembro, e o ministro da Economia do Irã, Ali Madanizadeh, disse à televisão estatal que Teerã está “totalmente preparado” para as sanções.

22 set · 06:05

Donald Trump disse em entrevista por telefone à Fox News no domingo, 20 de setembro de 2026, que está em “modo de decisão” sobre a guerra com o Irã e que as opções na mesa são “aniquilar o Irã, deixá-lo apodrecer economicamente ou fazer um acordo”. “Minha pergunta é se e quando eu explodo a nação inteira? É melhor que se comportem”, disse o presidente dos Estados Unidos, conforme o relato do correspondente Trey Yingst reproduzido pelo The Guardian. O porta-voz da Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC), Hossein Mohebbi, respondeu no domingo que “se uma nova agressão ocorrer, certamente mudaremos o armamento e a geografia da guerra” e que “nossos alvos não serão necessariamente os mesmos de antes”, em declarações à agência semioficial Fars e à televisão estatal iraniana. Mohebbi afirmou que o Irã tem alvos ainda não atingidos e que a Guarda se preparou para uma guerra longa. O CBS News informou no domingo que Teerã transmitiu a Washington, por meio de mediadores, suas condições para reabrir o Estreito de Ormuz, bloqueado desde o início do conflito. Trump discursa nesta terça-feira na abertura do debate geral da 81ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova York, e o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, fala na quarta-feira, 23 de setembro; o chanceler Abbas Araghchi já está na cidade.

22 set · 05:35

O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, faz nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, sua estreia na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) e se reúne pela primeira vez com Donald Trump à margem do encontro, com a Ucrânia, os riscos e as oportunidades da inteligência artificial (IA) e o custo da guerra no Oriente Médio na agenda, segundo a Associated Press. Burnham, no cargo desde julho, disse que buscará “pontos em comum” com Trump e que os dois “encontraram uma conexão” em duas conversas telefônicas; em 2017, como prefeito de Greater Manchester, ele disse que o presidente dos Estados Unidos não seria bem-vindo na cidade e, em 2019, afirmou que se recusaria a receber Trump. Ele deve pedir a Trump que envie mísseis interceptadores para reforçar a defesa aérea da Ucrânia antes de mais um inverno de guerra, e o governo britânico quer discutir como restabelecer a livre passagem de navios pelo Estreito de Ormuz, bloqueado desde o início da guerra entre Estados Unidos e Israel e o Irã, em fevereiro de 2026, segundo a AP. O fechamento da rota elevou o preço do petróleo e complica a economia britânica.

22 set · 05:35

O preço médio nacional do galão de gasolina nos Estados Unidos chegou a US$ 4,48 na sexta-feira, 18 de setembro de 2026, segundo a AAA citada pela Associated Press, uma alta de cerca de 17 centavos em uma semana, 40 centavos em um mês e US$ 1,27 em um ano, em pleno período de queda sazonal. A média nacional do diesel atingiu US$ 6,44 o galão na sexta-feira, 71% acima do nível anterior à guerra, com recordes diários desde 11 de setembro, segundo a NBC News, que atribui parte da pressão à prorrogação, pela Rússia, da proibição de exportar diesel até o fim de setembro, depois de ataques de drones ucranianos a ativos de energia russos. Donald Trump disse na semana passada que a alta é um “preço barato a pagar” pela guerra com o Irã e cobrou publicamente que Volodymyr Zelensky interrompa os ataques a refinarias: “o senhor Zelensky tem uma coisa a fazer. Tem de parar de derrubar o diesel na Rússia”, disse, segundo a NBC News. Pesquisa da Fox News divulgada em 16 de setembro de 2026 mostra que 61% dos eleitores consideram os preços da gasolina um problema grave para a própria casa, ante 48% dois anos antes, e que quase dois terços, 63%, dizem que o governo piorou a economia, contra 52% em setembro de 2025. A votação antecipada das eleições legislativas de 3 de novembro já começou, e a G1 destacou que a alta encarece o orçamento das famílias e amplia a insatisfação com Trump.

22 set · 05:35

Os Estados Unidos e a Austrália investigam como componentes de caças F-35 enviados da Austrália para reparo nos Estados Unidos acabaram desviados para Hong Kong durante a travessia do Pacífico, com parte do material não localizada. O Escritório do Programa Conjunto do F-35, do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, disse estar “ciente de um problema de embarque de componentes inservíveis do F-35 Lightning II” e afirmou trabalhar com autoridades norte-americanas e parceiros da indústria “para recuperar esses componentes, investigar o incidente e criar salvaguardas para evitar que se repita”, segundo o South China Morning Post e a Defense News. O caso veio a público em reportagem da Politico de 19 de setembro de 2026; entre os itens estava a cúpula da cabine de comando, que leva uma fina camada de material absorvente de radar, e o transporte foi feito por uma empresa terceirizada contratada pela Lockheed Martin, que administra o estoque internacional de peças do programa. Em 22 de setembro de 2026, o ministro da Defesa da Austrália, Richard Marles, confirmou que Canberra ajuda na apuração: “estamos examinando muito tudo o que aconteceu do lado australiano”, disse, segundo o ABC News. Marles minimizou o episódio: “meu entendimento é que há uma sensação de conforto, de que não estamos falando de equipamento sensível aqui, nem de peças sensíveis”. A Comissão de Serviços Armados da Câmara dos Estados Unidos está ciente do caso e recebeu várias sessões de instrução sobre ele, disse a porta-voz do colegiado, Heather Vaughan, segundo a Bloomberg. Não há evidência pública de que a China tenha obtido ou inspecionado o material, e o Departamento de Defesa não informou o que exatamente se perdeu. A Austrália opera 72 caças F-35 e não tem oficina capaz de reparar as cúpulas. O governo de Hong Kong afirmou não comentar casos individuais.

22 set · 05:05