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Tema: Estreito de Ormuz

Fluxo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, culpou os ataques ucranianos a refinarias de petróleo russas pelos altos preços da gasolina, nesta segunda-feira, segundo o G1. Trump disse, em publicação na rede Truth Social, que o preço da gasolina é pressionado pelas refinarias da Rússia atingidas pela Ucrânia, e não mais pelo estreito de Ormuz, de onde saem volumes recordes de barris quase diariamente, segundo a Gulf News, em texto da agência AFP. Os preços estão altos desde o começo do ano, quando os Estados Unidos lançaram seu ataque contra o regime iraniano ao lado de Israel e Teerã fechou o estreito de Ormuz em retaliação, segundo o G1.

Uma analista da Kpler suspeita que há um pedágio pago ao Irã em troca de passagem segura pelo estreito de Hormuz, segundo a Al Jazeera. Dados provisórios da consultoria mostram que as exportações de cru da região superaram o nível pré-guerra em quatro dias da última semana de setembro, entre 19,5 e 22,5 milhões de barris por dia. Abdul Khalique, diretor do Centro Marítimo da Universidade Liverpool John Moores, disse à Al Jazeera que nenhuma prova pública confirma um sistema estatal sistemático de pedágio iraniano.

O comandante do Corpo de Guardiães da Revolução Islâmica (IRGC), Ali Fadavi, disse que os Estados Unidos (EUA) se afastaram mais de 1.000 km das fronteiras do Irã, segundo o Middle East Eye. Fadavi disse ainda que navios estadunidenses não estão no Golfo, no estreito de Ormuz, no mar de Omã nem no norte do Índico, segundo o Middle East Eye.

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que o Estreito de Ormuz só será reaberto quando os Estados Unidos cumprirem sete condições do Memorando de Islamabad, segundo a mídia estatal iraniana citada pelo Hindustan Times. O Irã apresentou na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) uma proposta para reabrir Ormuz em até sete dias caso as condições sejam cumpridas, e os Estados Unidos responderam por meio de intermediários do Catar, segundo o Hindustan Times. O porta-voz Esmaeil Baghaei disse que a resposta norte-americana está em análise e que pontos ainda precisam ser comunicados a Washington via mediadores.

Pelo menos três navios-tanque foram atingidos por projéteis não identificados no Estreito de Ormuz e nos arredores desde 1º de outubro, segundo alertas da United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO). Em um balanço semanal divulgado em 2 de outubro, a UKMTO informou 91 incidentes de danos a embarcações desde fevereiro. O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, disse que o bloqueio estadunidense ao Estreito de Ormuz é “inabalável” e que o presidente Donald Trump tem “todas as opções de que precisa sobre a mesa” caso o Irã continue a “jogar” com o estreito, segundo a Associated Press, em relato publicado pelo Times of Israel.

Os embarques de cru da região do Golfo voltaram ao nível anterior à guerra entre 1º e 28 de setembro, com ao menos 16,5 milhões de barris por dia, segundo a empresa de inteligência e pesquisa marítima Kpler, em reportagem do Times of India. Antes da guerra, 83% do cru da região cruzava o Estreito de Ormuz; em setembro, 40% foi exportado por oleodutos na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos (EAU) sem cruzar o estreito. A Agência Internacional de Energia (AIE) disse que países-membros liberaram 325 milhões de barris de petróleo e derivados de reservas estratégicas, de 400 milhões prometidos em março.

O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitri Medvedev, disse em entrevista à emissora iraniana Islamic Republic of Iran Broadcasting (IRIB) que a Ucrânia precisará adotar estatuto neutro e não nuclear, rejeitar sua linha nacionalista e reconhecer as quatro novas regiões russas para um acordo político duradouro, segundo a TASS. Medvedev afirmou que Rússia e Irã desenvolvem atividades conjuntas na defesa e dão grande importância a isso, e que o Irã tem papel central em garantir a segurança do Estreito de Ormuz por geografia e direito internacional.

O Irã recebeu uma resposta oficial estadunidense à sua última proposta para encerrar a guerra de sete meses, segundo autoridades iranianas citadas pelo Hindustan Times. O chanceler Abbas Araghchi apresentou a resposta ao presidente Masoud Pezeshkian em reunião de gabinete, segundo a porta-voz do governo, Fatemeh Mohajerani, à agência estatal IRNA. Araghchi propôs reabrir o Estreito de Ormuz em uma semana se os Estados Unidos (EUA) suspendessem o bloqueio a portos iranianos, liberassem ativos iranianos congelados e isentassem de sanções as vendas de petróleo iraniano.

A Marinha do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) afirmou ter capturado um veículo submarino não tripulado estadunidense Remus 600 que operava no Estreito de Ormuz para espionagem. Segundo o Tehran Times, é o segundo drone submarino estadunidense capturado em menos de um mês, enquanto Washington mantém a tentativa de reabrir a passagem. O IRGC advertiu que o Estreito de Ormuz permanece fechado e disse que continuará confrontando o que descreve como movimentos perigosos.

Três petroleiros de bandeira liberiana foram atingidos por projéteis desconhecidos ao transitar pelo Estreito de Ormuz na terça-feira, segundo a Marisks, citada pela Reuters. Os navios cruzavam o estreito com os transponders do Sistema de Identificação Automática (AIS) desligados para evitar detecção, segundo relatório da Marisks divulgado na quarta-feira, e o petroleiro Al Ruwais havia feito transferência ship-to-ship ao largo de Sohar, em Omã, no fim de setembro para descarregar diesel, segundo dados da Kpler, segundo o Middle East Online.

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) informou ter redirecionado 125 navios comerciais desde meados de julho, quando o país retomou o bloqueio naval ao Irã, segundo a TASS. O comando afirmou que suas forças redirecionaram os navios “para garantir cumprimento estrito” das restrições, em balanço de 30 de setembro. O porta-aviões USS George H.W. Bush opera no Mar da Arábia em apoio ao bloqueio, segundo o Iran International, citando o CENTCOM. O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, afirmou que o país tem “controle total” do Estreito de Ormuz, qualificando a situação como “sempre sujeita a mudanças”.

As condições do Irã para a reabertura total do Estreito de Ormuz [incluem o fim da pressão militar e econômica dos EUA, a liberação de ativos congelados ou restritos e um acordo sobre uma rota segura de navegação], segundo a Anadolu Agency. A proposta foi levada a Washington pelo Catar, e o chanceler Abbas Araqchi já recebeu a resposta dos Estados Unidos (EUA), conforme confirmado nesta quarta-feira pela porta-voz do governo, Fatemeh Mohajerani. O presidente Masoud Pezeshkian afirmou que Teerã faz todo o possível para garantir o sucesso do Memorando de Entendimento de Islamabade, e o Irã sustenta que o Estreito de Ormuz não será totalmente reaberto enquanto as condições não forem cumpridas e os compromissos estadunidenses não forem implementados. Segundo o Hindustan Times, o governo de Donald Trump havia rejeitado publicamente a proposta mais recente de Teerã para encerrar a guerra, que a publicação descreve como em seu sétimo mês.

Três navios foram atingidos por projéteis de origem desconhecida no estreito de Ormuz em 29 de setembro, informou o United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO), órgão britânico de operações de comércio marítimo, segundo a agência russa TASS. Entre as embarcações estão um petroleiro de petróleo bruto e um navio-tanque de gás natural liquefeito (GNL), conforme o Hindustan Times, que também cita a UKMTO. Até o momento, não há relato de vítimas, e os nomes e os portos de registro dos navios não foram divulgados.

A agência United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO) informou que uma embarcação foi atingida por um aparente projétil enquanto transitava pelo Estreito de Ormuz, na noite de segunda-feira, provocando um incêndio, segundo o Middle East Eye. Segundo o Mehr News, o incêndio foi apagado, a tripulação estava a salvo e a embarcação seguiu viagem. A UKMTO disse que não houve impacto ambiental relatado e que a extensão dos danos à embarcação ainda estava sendo avaliada.

O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, disse esperar resposta formal dos Estados Unidos (EUA) na terça-feira à proposta de Teerã para abrir o estreito de Ormuz, segundo a France 24, citando a mídia estatal iraniana. Araghchi afirmou que o foco atual é só o estreito de Ormuz e que a reabertura depende de condições comunicadas ao outro lado. O presidente dos EUA, Donald Trump, chamou de falsos e de farsa relatos sobre oferta ao Irã e disse que não ofereceu nada, segundo o Hindustan Times.

O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, reuniu-se com o chanceler saudita Faisal bin Farhan em Washington em 28 de setembro para tratar de segurança regional, incluindo a segurança da navegação no Estreito de Ormuz e a situação no Iêmen, segundo a Al Jazeera. Rubio disse que trataram ainda de Irã, Gaza e Sudão, enquanto a agência estatal saudita SPA informou que os dois falaram dos desdobramentos políticos e de segurança na região e da situação no Iêmen.

O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, disse que os Estados Unidos (EUA) serão forçados a deixar a Ásia Ocidental depois de sofrerem “golpes dolorosos”, em declaração transmitida pela TV estatal, segundo a AFP, em texto republicado pelo The Hindu. Numa mensagem escrita atribuída a ele, Khamenei afirmou que “hoje, tendo sofrido golpes dolorosos nas mãos de lutadores valentes e dos guardiões do Estreito de Ormuz, eles [os inimigos] não se aventuram além do Mar da Arábia”, conforme o The Hindu. Khamenei, que não aparece em público desde o início da guerra, no fim de fevereiro, fez a declaração apesar das tentativas de retomar as negociações para encerrar os combates, observou o Middle East Eye.

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) rejeitou a alegação de que o Irã controla totalmente o Estreito de Ormuz, afirmando, em publicação no X, que tais alegações “são falsas” e que o Irã “não tem marinha porque as forças estadunidenses a afundaram”. Segundo o CENTCOM, mais de um bilhão de barris de petróleo passaram recentemente pelo estreito, o que demonstraria que o Irã não controla a via marítima, informou o Middle East Eye.

A QatarEnergy prorrogou os avisos de força maior e não conseguirá entregar cargas de gás natural liquefeito (GNL) à italiana Edison nem a alguns clientes asiáticos enquanto o Estreito de Ormuz permanecer fechado, segundo a Reuters. A Edison disse que a QatarEnergy cancelará mais seis cargas, elevando o total de embarques não entregues a 35. O Catar exportou apenas 18 cargas de GNL até o fim de agosto, contra 509 no mesmo período do ano passado, segundo a empresa de inteligência de dados ICIS.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, rejeitou uma proposta iraniana de trégua de sete dias e de reabertura do Estreito de Ormuz, segundo o Middle East Eye, e o Brent voltou a ficar acima de US$ 106 o barril. Os futuros do Brent subiram mais de 1%, a US$ 105,64 o barril, com o West Texas Intermediate (WTI) a US$ 93,11, segundo a Mehr News Agency. Apesar da rejeição, Trump disse esperar a retomada das negociações, mas afirmou que Teerã “overplayed their hand”, ainda segundo o Middle East Eye.

O Irã manteve neste domingo as condições do seu plano para reabrir o Estreito de Ormuz, apesar da rejeição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O plano pede o fim de todas as hostilidades na Ásia Ocidental, inclusive no Líbano, segundo o chanceler Abbas Araghchi, e a volta às condições do acordo de cessar-fogo que ruiu há alguns meses. Trump disse em entrevista ao Axios que os Estados Unidos farão uma nova rodada de conversas com o Irã na próxima semana. Araghchi afirmou que o país está totalmente preparado para a retomada da guerra, inclusive uma guerra apocalíptica, e ao mesmo tempo pronto para a diplomacia.

O Comando Central dos Estados Unidos negou a alegação do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) de ter capturado um drone submarino norte-americano no Estreito de Ormuz, segundo o Middle East Eye. O porta-voz Tim Hawkins disse que os Estados Unidos mantêm “controle positivo de todos os seus drones operacionais” e chamou a alegação de “claramente desesperada”. O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, disse que Teerã está preparada para um conflito renovado com os Estados Unidos e mantém aberta a via diplomática, depois que o presidente Donald Trump rejeitou uma proposta iraniana para reabrir o Estreito de Ormuz, segundo a Sputnik Globe. Araghchi escreveu que “nossas condições são claras, e qualquer medida para reabrir o Estreito de Ormuz depende do cumprimento dessas condições” e que “somente uma solução negociada pode tirar as partes desse impasse”, segundo o G1. Trump disse ao Axios que espera que negociadores norte-americanos voltem a conversar com o Irã nesta semana, segundo o Middle East Eye. Em Bandar Abbas, forças Basij com moradores fizeram um desfile do exercício Janfada para demonstrar prontidão contra uma potencial agressão inimiga, segundo a Mehr News.

A Polícia Metropolitana de Londres confirmou que lidera a investigação de um incidente ocorrido de madrugada perto da base RAF Fairford, em Gloucestershire, com cinco homens presos por suspeita de preparar ato terrorista, segundo o Le Monde. Os cinco foram presos inicialmente por suspeita de delitos previstos na Lei de Explosivos perto de uma base aérea no sudoeste da Inglaterra usada pela Força Aérea dos Estados Unidos. RAF Fairford também está sendo usada pelos Estados Unidos para ataques contra sítios de mísseis iranianos que miram navios no Estreito de Ormuz, segundo a France 24.

A Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) anunciou a captura de um Remus 600, um veículo subaquático não tripulado (UUV) de fabricação norte-americana que a força chamou de “terrorista”, no Estreito de Ormuz, segundo a Mehr News Agency. Segundo a força, é o segundo veículo do tipo apreendido em setembro de 2026: em 8 de setembro de 2026 ela havia anunciado a interceptação e a captura de outro veículo subaquático não tripulado avançado dos Estados Unidos perto da entrada do estreito. A Xinhua também noticiou o anúncio do IRGC, feito no domingo, 27 de setembro de 2026, sobre a captura de outro veículo subaquático não tripulado “avançado e inteligente” do Exército dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz.

O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, e o chanceler da Turquia, Hakan Fidan, se reuniram em Nova York no fim do sábado à margem da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), segundo a Mehr News. Os dois trataram de relações bilaterais e de temas regionais e internacionais, diz a versão iraniana, e Araghchi afirmou a Fidan que a situação atual, incluindo a insegurança no Estreito de Ormuz, é resultado direto da agressão dos Estados Unidos e de Israel, iniciada em 28 de fevereiro e continuada de várias formas.

O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, disse que todas as suas reuniões à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) tiveram como tema apresentar as condições de Teerã para reabrir o Estreito de Ormuz, segundo a Mehr News. Ele disse que os termos foram apresentados integralmente aos mediadores, que os levaram ao lado estadunidense, o que provocou uma reação inicial do presidente dos Estados Unidos, sem que uma resposta tenha voltado pelos mediadores.

O Estreito de Ormuz tem hoje apenas alguns navios por dia, navegando por conta e risco próprios ou escoltados pela Marinha dos Estados Unidos, uma fração mínima do tráfego que passava pela via antes dos primeiros ataques ao Irã no início de 2026, segundo o El País, em reportagem de 27 de setembro de 2026. O Catar, segundo maior exportador mundial de gás natural liquefeito (GNL), foi forçado a cancelar a maior parte de suas vendas à União Europeia (UE) e à Ásia, alegando “força maior” com o fechamento de Ormuz. As reservas continentais de GNL, essenciais para a indústria e o aquecimento, estão no menor nível em mais de uma década, cerca de 20 pontos percentuais abaixo do normal para esta época do ano.

A proposta que Donald Trump rejeitou previa que Teerã reabrisse o Estreito de Ormuz e retomasse as negociações nucleares em troca do fim do bloqueio naval, de alívio nas restrições às exportações de petróleo iraniano, da liberação de ativos congelados e de um cessar-fogo que incluiria o fim das operações de Israel no Líbano, segundo a RT. Trump disse a repórteres que Teerã quer um acordo porque “está perdendo feio” sob o bloqueio americano.

Donald Trump disse no sábado que rejeitou a proposta iraniana de reabrir o Estreito de Ormuz em sete dias. Ele comentou que “também gostaria de fechar um acordo”, mas que esse não seria aceitável, e afirmou que os iranianos buscam o acordo imediato porque estão perdendo muito. O Irã se ofereceu esta semana para reabrir o estreito e retomar as negociações sobre seu programa nuclear em sete dias, e o chanceler Abbas Araghchi disse na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) que a passagem marítima normal pode ser restaurada nesse prazo se as condições necessárias forem cumpridas, com a escolha cabendo aos Estados Unidos.

Donald Trump rejeitou a oferta iraniana de cessar-fogo de sete dias para reabrir o Estreito de Ormuz, segundo o The Guardian. A recusa foi relatada pelo Wall Street Journal com base em autoridades estadunidenses não identificadas. O plano previa liberar 12 bilhões de dólares em ativos iranianos congelados, aliviar as sanções ao petróleo iraniano e encerrar o bloqueio naval aos portos do país, disse o chanceler Abbas Araghchi a repórteres. Até sábado, os Estados Unidos ainda não tinham resposta pública, embora os relatos indicassem a recusa de Trump.

O porta-voz do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC), general Hossein Mohebbi, afirmou que os mísseis avançados do Irã são capazes de destruir os sistemas multicamadas de defesa aérea dos Estados Unidos, segundo a agência Mehr. Mohebbi disse ainda que os Estados Unidos, apesar de terem a maior Marinha do mundo, não conseguiram manter o Estreito de Ormuz aberto nem por poucas horas. Segundo ele, apenas petroleiros de parceiros comerciais do Irã têm permissão para atravessar o estreito, e somente com autorização de Teerã.

O Irã tratou a reabertura do Estreito de Ormuz como execução de um memorando de entendimento já firmado com Washington. Segundo a agência russa TASS, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse à CBS que a retomada do transporte normal por Ormuz deve seguir o memorando de entendimento entre Teerã e Washington e que o Irã segue comprometido com o texto e disposto a implementá-lo. Segundo a Sputnik Globe, o chanceler Abbas Araghchi afirmou que Teerã enviou a Washington, por meio do Catar, um plano concreto de sete dias para reabrir o estreito e retomar as negociações se os Estados Unidos cumprirem as condições acertadas, e pelo plano o estreito reabriria no sexto dia e as conversas sobre um acordo final começariam no sétimo. Ainda segundo a TASS, Pezeshkian condicionou um encontro com Donald Trump a que os Estados Unidos demonstrem que não pretendem derrubar o governo iraniano. À margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), os chanceleres de Oma e do Irã discutiram esforços para garantir a navegação segura em Ormuz.

O subsecretário-geral das Nações Unidas e chefe do Escritório de Serviços para Projetos das Nações Unidas (Unops), Jorge Moreira da Silva, disse à emissora japonesa NHK que ao menos 45 milhões de pessoas em países em desenvolvimento podem enfrentar escassez de alimentos por causa de interrupções no fornecimento de fertilizantes pelo Estreito de Ormuz, segundo a TASS. Ele afirmou que a crise humanitária pode ser evitada se de cinco a sete navios com fertilizantes cruzarem o estreito por dia.

A proposta iraniana para reabrir o Estreito de Ormuz e retomar as negociações sobre o programa nuclear em sete dias condiciona o acordo ao fim do bloqueio naval dos Estados Unidos, à isenção de sanções sobre a venda de petróleo iraniano e a um cessar-fogo que inclua o Líbano, segundo o The Hindu. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, detalhou a proposta em 24 de setembro, em um encontro fechado à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, segundo um participante do encontro. Pezeshkian recebeu o primeiro-ministro do Catar em 25 de setembro; o Catar atuou como mediador, inclusive durante horas de conversas indiretas entre Irã e Estados Unidos na ONU nesta semana.

O Irã transmitiu aos Estados Unidos, por meio do Catar, um plano concreto de sete dias para reabrir o Estreito de Ormuz, disse nesta sexta-feira o chanceler iraniano Abbas Araghchi na Organização das Nações Unidas (ONU): se as condições necessárias forem atendidas, o estreito pode ser reaberto e a passagem marítima normal restaurada em sete dias. O prazo só começa quando os Estados Unidos aceitarem o plano – “se aceitarem amanhã, os sete dias começam amanhã”, afirmou. Segundo Teerã, as medidas exigidas de Washington já estão todas no Memorando de Entendimento.

Um alto funcionário iraniano disse à Reuters, em reportagem reproduzida pelo Middle East Eye, que o Irã não mostrará flexibilidade no programa nuclear mesmo que os Estados Unidos aceitem a sua proposta de reabrir o Estreito de Ormuz, que prevê o fim do bloqueio naval aos portos iranianos. O mesmo funcionário, que falou sob anonimato, afirmou que a via seguirá fechada até que “todas as condições do Irã” sejam atendidas por Washington.

Índia e Libéria anunciaram a criação de um “grupo de amigos” sobre a segurança da navegação e dos marítimos, à margem da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), segundo o The Hindu. O ministro das Relações Exteriores da Índia, Subrahmanyam Jaishankar, classificou os ataques à navegação civil como “simplesmente indefensáveis”, citou ações repetidas no Golfo, no Mar Vermelho e nas cercanias e mencionou dois casos recentes: o ataque a um graneleiro de bandeira de Antígua e Barbuda no Golfo de Omã, dois dias antes, que matou um marinheiro indiano, e o ataque a um petroleiro no Estreito de Ormuz, dez dias antes, que deixou um tripulante desaparecido, segundo o Firstpost.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que vai tomar “as medidas necessárias” para salvaguardar seus interesses nacionais, em resposta ao que chamou de abordagem injustificada e hostil da Colômbia, segundo a Sputnik. A reação vem depois de Bogotá romper as relações diplomáticas com Teerã, decisão em vigor desde 19 de setembro de 2026, segundo a Sputnik, que citou a segurança nacional colombiana, o bloqueio do Estreito de Ormuz e a obstrução do Irã às inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, informou ao chanceler da Rússia, Sergei Lavrov, sobre o andamento das negociações e dos acordos entre o Irã e Omã para garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, segundo a TASS. Segundo Moscou, os dois concordaram que apenas uma solução diplomática pode encerrar a tensão no Oriente Médio, informa o The Jerusalem Post, citando a Reuters.

Apoio de imagens de satélite e de inteligência de grupos chineses ajudou o Irã a ameaçar navios no Estreito de Ormuz e a lançar ataques de precisão contra bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio, segundo a CNN, que cita fontes que não identifica. Essas imagens permitiram ao Irã atingir, em julho de 2026, uma base dos Estados Unidos na Jordânia, em um ataque que matou três militares estadunidenses com grau de precisão que, na avaliação de autoridades dos Estados Unidos, estava fora da capacidade iraniana. Em maio de 2026, o governo dos Estados Unidos sancionou três empresas chinesas de satélites por fornecerem imagens que, segundo Washington, “viabilizam os ataques militares do Irã contra as forças dos Estados Unidos no Oriente Médio”.

O roteiro de sete dias que o Irã apresentou aos Estados Unidos prevê o fim das hostilidades em todas as frentes, a liberação de ao menos US$ 12 bilhões em ativos congelados, o alívio das sanções ao petróleo iraniano e o fim do bloqueio naval, com a reabertura do Estreito de Ormuz no sétimo dia, informa a Al Jazeera. O chanceler Abbas Araghchi disse que o plano foi levado a Washington por intermediários e que seria melhor fechar um acordo antes das eleições de meio mandato nos Estados Unidos, disse Araghchi à Al Jazeera.

O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, reuniu-se com o chanceler do Reino Unido, Ed Miliband, em Nova York, à margem da 81ª Assembleia Geral da ONU, informa a Mehr News Agency. Miliband disse que o Reino Unido “não tolerará intimidação, ameaças ou atividade hostil em solo britânico” e pediu desescalada e diplomacia em vez de prolongar a guerra, ressaltando a importância de reabrir o Estreito de Ormuz, segundo a BBC. Autoridades iranianas afirmam que Washington tem de quatro a cinco dias para responder às condições de Teerã para a reabertura, segundo o The Guardian.

As transferências de petróleo de navio para navio no Golfo de Omã atingiram o limite depois que a Arábia Saudita desviou exportações do Mar Vermelho, segundo a Reuters via The Hindu. As exportações sauditas de petróleo bruto via Estreito de Ormuz caminhavam para 3,6 milhões de barris por dia (bpd) em setembro, ante cerca de 900 mil bpd em agosto, segundo dados da empresa de análise Kpler citados na reportagem. A estatal Saudi Aramco vendeu mais de 60 milhões de barris para transferência ao largo de Sohar, em Omã, neste mês e no próximo, depois do ataque de 13 de setembro contra o oleoduto Leste–Oeste.

A Colômbia rompeu relações diplomáticas com o Irã com efeito em 19 de setembro de 2026, segundo o Rio Times, que citou a rádio colombiana Caracol e o comunicado do Ministério das Relações Exteriores do país. O governo listou violações de direitos humanos, supostos laços de Teerã com grupos terroristas e narcoterroristas, o bloqueio do Estreito de Ormuz e a obstrução ao trabalho da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), e manteve as relações consulares, segundo a emissora estatal venezuelana teleSUR, que também citou o comunicado da chancelaria.

Os houthis do Iêmen afirmaram nesta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, ter lançado mísseis e drones contra um “alvo sensível” em Riad e contra instalações da Aramco na cidade de Yanbu, no mar Vermelho, segundo a Al Jazeera; o petróleo subiu no mesmo dia: o Brent para novembro fechou acima de US$ 106,50 o barril, depois de passar de US$ 108 e fechou a US$ 106,60, alta de US$ 3,52, ou 3,4%, segundo o The Vibes; segundo o Middle East Eye, as travessias de navios no estreito de Ormuz caíram para nove na quinta-feira, ante 14 no dia anterior e uma média de 10 dias em torno de 18, em dados preliminares de rastreamento de embarcações.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse nesta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, que Teerã entregou aos Estados Unidos uma proposta que reabre o Estreito de Ormuz e retoma em sete dias as negociações pelo fim da guerra. O texto não foi divulgado. Fontes regionais ouvidas pelo The National descrevem um cessar-fogo de até 60 dias em toda a região, a reabertura faseada do Estreito e o fim do bloqueio norte-americano. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse em entrevista à Fox News que a escolha cabe a Washington: “É a América que precisa decidir se quer terminar isto ou não.”

Três navios de carga transitaram o Estreito de Ormuz na terça-feira, 22 de setembro de 2026, abaixo da média móvel de dez dias, de cerca de 15 embarcações, segundo dados preliminares da Kpler citados pela Reuters, em relato reproduzido pelo Middle East Eye. Os três saíam da passagem, e o número pode mudar porque parte dos navios desliga os transponders na travessia; o navio de gás natural liquefeito (GNL) Al Mafyar, em lastro, reapareceu dentro do estreito na terça-feira, depois de ter sido visto pela última vez fora dele em 19 de setembro de 2026, segundo dados da Kpler e da LSEG. No Bab el-Mandeb, 22 navios de carga cruzaram a passagem no mesmo dia, contra uma média de cerca de 26 nos dez dias anteriores. Antes da guerra entre Estados Unidos e Irã, iniciada em 28 de fevereiro de 2026, o estreito recebia cerca de 125 embarcações comerciais de grande porte por dia, o equivalente a um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos no mundo. A consultoria de risco marítimo Marisks informou na terça-feira que o petroleiro de cru LR Stephanie, de bandeira da Ilha de Man, foi atingido por um projétil não identificado quando entrava na passagem na segunda-feira, 21 de setembro de 2026, com dois tripulantes levemente feridos, e que o navio de gás liquefeito de petróleo (GLP) Al Maryah, de bandeira da Libéria e operado pela Companhia Nacional de Petróleo de Abu Dhabi (ADNOC), foi atingido na saída no domingo, 20 de setembro de 2026; nenhum dos dois casos teve autoria confirmada, segundo o despacho da Reuters.

O terminal de Ras Tanura, na Arábia Saudita, teve em 21 de setembro de 2026 o seu dia de maior carregamento desde antes da guerra: seis superpetroleiros embarcaram quase 12 milhões de barris em Ras Tanura e Juaymah, segundo a analista de fluxos marítimos Kpler, em relato reproduzido pelo Middle East Eye. O movimento ocorre depois de uma interrupção no oleoduto Leste-Oeste da Aramco, que permite escoar o cru saudita para o Mar Vermelho sem passar pelo Estreito de Ormuz. A Kpler afirma que parte dos seis navios já havia sido sinalizada nas seis semanas anteriores por transferências de carga de navio para navio não declaradas ou por escalas incomuns, o que, segundo a empresa, indica um padrão mais longo de mudança de comportamento dos navios.

A alta representante da União Europeia (UE) para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Kaja Kallas, disse ter tratado com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, em Nova York, dos caminhos diplomáticos para encerrar a guerra entre Estados Unidos e Irã e para a reabertura plena do Estreito de Ormuz. “Antes da guerra não havia pedágios nem taxas de trânsito, e não deve haver nenhum depois”, escreveu ela no X, segundo a LaPresse e a ANI. “A navegação tem de ser livre e sem impedimentos, tanto no Estreito de Ormuz quanto no Estreito de Bab el-Mandeb.” Kallas afirmou ainda ter levantado com Araghchi a repressão interna no Irã, entre ela o aumento acentuado de execuções e de sentenças de morte.

O Irã entregou aos Estados Unidos as suas condições para reabrir o Estreito de Ormuz no encontro do ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, com o enviado especial norte-americano Steve Witkoff à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo a emissora estatal iraniana Islamic Republic of Iran Broadcasting (IRIB), em relato reproduzido pelo The Tribune, as exigências são o fim imediato do bloqueio naval, a liberação dos ativos iranianos congelados e o encerramento da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano. A reunião foi pedida por Witkoff, segundo a mesma emissora. Witkoff escreveu no X, em publicação reproduzida pelo The Tribune, que os dois lados mantiveram “longas conversas” por meio de mediadores que “fizeram a ponte entre as duas partes ao longo do dia”: “Concluíram com sucesso uma rodada de discussões que esperamos que se prove construtiva e promissora. Os mediadores vão continuar o seu trabalho.” O embaixador do Irã na Rússia, Kazem Jalali, afirmou ao jornal Vedomosti que Washington terá de aceitar o novo status legal do Estreito de Ormuz, que, segundo ele, será definido por Irã e Omã, conforme o TASS.

A Agência de Notícias da República Islâmica (IRNA) informou que uma explosão foi ouvida perto da ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz, na noite desta terça-feira, 22 de setembro de 2026, e afirmou que a causa e os efeitos não estavam claros de imediato, segundo o Middle East Eye, que acompanha o caso em blog ao vivo. Nenhuma outra fonte confirmou a explosão até o momento.

Os preços do petróleo caíram nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, com a expectativa de reabertura do Estreito de Ormuz e com a retomada do oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita, e apagaram boa parte da queda depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) que acredita em um acordo com o Irã após as eleições legislativas de novembro. O Brent, referência para dois terços do petróleo negociado no mundo, caiu 2,64%, a US$ 97,69 o barril, às 15h09 no horário dos Emirados Árabes Unidos, e o West Texas Intermediate recuou 3,20%, segundo o The National, de Abu Dhabi. Mais cedo, o Brent havia caído 3%, a US$ 97,43, e o petróleo dos Estados Unidos, até 3,5%, a US$ 92,40, segundo a NBC News. Depois do discurso de Trump, o petróleo norte-americano voltou a cerca de US$ 96 e o Brent chegou a superar US$ 100 outra vez, conforme a NBC News. “Acredito que faremos um acordo logo depois da eleição, porque não faz sentido que eles não façam”, disse Trump na tribuna. “Os preços do petróleo vão despencar, ainda mais baixos do que estavam no começo do conflito.” A agência semioficial iraniana Fars classificou os relatos sobre a reabertura de Ormuz como “não confiáveis e inverídicos”, segundo a NBC News, que afirma não ter confirmado as informações. Apenas dois navios comerciais visíveis cruzaram o Estreito de Ormuz na segunda-feira, 21 de setembro de 2026, contra cerca de 125 por dia antes do início da guerra, em 28 de fevereiro de 2026, segundo dados preliminares de navegação citados pelo The National. A média nacional do preço do diesel nos Estados Unidos bateu recorde nesta terça-feira, a US$ 6,52 o galão, alta de 82% desde o começo do ano, segundo a NBC News.

O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, reuniu-se nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, com o enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, e entregou as condições iranianas para a reabertura do Estreito de Ormuz, segundo a televisão estatal iraniana IRIB, citada pelo Middle East Eye: o levantamento imediato do bloqueio naval, a devolução dos ativos iranianos congelados e o fim da guerra em todas as frentes da resistência. O encontro confirma o contato direto que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descreveu mais cedo como uma reunião de cerca de três horas “muito boa” e “muito produtiva”. No mesmo dia, a alta representante da União Europeia (UE) para Assuntos Externos e Política de Segurança, Kaja Kallas, também se reuniu com Araghchi para tratar da passagem marítima no estreito e no Bab al-Mandab: “Não havia pedágios nem taxas de passagem antes da guerra, e não deveria haver nenhum depois”, escreveu ela na rede social X, segundo o Middle East Eye. Kallas disse ter levantado também “a repressão interna no Irã, incluindo o aumento acentuado das execuções e das penas de morte”.

O diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, disse nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, em fórum de energia organizado pela revista Foreign Policy, que a Europa enfrenta um inverno “muito duro”, possivelmente um dos mais difíceis dos últimos anos, com estoques de gás em níveis historicamente baixos, segundo a agência TASS. Birol afirmou que os países europeus decidiram eliminar por completo o gás russo até 2027 e que deixaram de receber gás dos Emirados Árabes Unidos e do Catar com o fechamento do Estreito de Ormuz, o que os leva a buscar suprimento nos Estados Unidos e na Noruega. Os estoques europeus estavam em 69% da capacidade em 17 de setembro de 2026, abaixo da média de 85% para a mesma época nos últimos cinco anos, segundo a Reuters, que cita a associação Gas Infrastructure Europe.

O emir do Catar, Sheikh Tamim bin Hamad Al Thani, disse nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que o Golfo atravessa “uma das fases mais perigosas” por causa da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, e defendeu que a crise seja resolvida por meios diplomáticos, com a reabertura do Estreito de Ormuz à navegação, segundo a Al Jazeera. Ele afirmou que a guerra é o “resultado acumulado de anos” de adiamento de soluções diplomáticas e pediu um “sistema regional de segurança coletiva”, dizendo que, sem ele, “tornou-se possível que uma guerra eclodisse”. Sheikh Tamim classificou de “agressão” a expansão israelense na Cisjordânia ocupada e disse que “o que aconteceu em Gaza é genocídio em todos os sentidos da palavra”.

O Irã ofereceu reabrir o Estreito de Ormuz em sete dias se os Estados Unidos reduzirem a pressão militar e suspenderem o bloqueio aos portos iranianos, segundo um alto funcionário do governo iraniano citado pela Kyodo News e pela Reuters. A proposta, já transmitida a Washington por mediadores, foi aprovada pelo líder supremo Mojtaba Khamenei e pelo Conselho Superior de Segurança Nacional, diz a Kyodo; o funcionário afirma que os presidentes Masoud Pezeshkian e Donald Trump não se encontrarão em Nova York e que os Estados Unidos precisam oficializar a disposição de negociar antes de qualquer passo. As duas agências descrevem a mesma fonte, não verificada de forma independente.

Um alto funcionário iraniano disse à Reuters nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, que o Irã pode reabrir o Estreito de Ormuz em até sete dias se os Estados Unidos reduzirem a pressão militar e levantarem o bloqueio aos portos iranianos. Segundo o funcionário, a proposta foi entregue a Washington por mediadores em 16 de setembro e a delegação iraniana em Nova York tem autoridade para retomar a diplomacia durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU); o presidente Masoud Pezeshkian não se encontrará com Donald Trump. A informação é de uma fonte única, que falou sob condição de anonimato, e o governo dos Estados Unidos não confirmou a proposta até a publicação desta nota.

A Arábia Saudita religou o oleoduto Leste-Oeste e pode retomar nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, as exportações pelo porto de Yanbu, no mar Vermelho, segundo a Reuters, que ouviu três fontes a par do assunto; o bombeamento opera em regime baixo. O oleoduto de 1.200 quilômetros, que liga Abqaiq a Yanbu e permite ao país escoar petróleo sem passar pelo Estreito de Ormuz, havia sido fechado depois de ataques com drones lançados do Iraque. O Ministério de Energia saudita informou em 11 de setembro que o duto foi parado “como medida de precaução” após “múltiplos ataques” e que houve feridos, segundo a agência estatal Saudi Press Agency; no dia seguinte, o Ministério das Relações Exteriores condenou os ataques e disse que o reino optou por não responder de imediato, a pedido do primeiro-ministro iraquiano, segundo a agência. Bagdá demitiu um comandante militar e abriu investigação depois de admitir que os drones partiram de uma província sua na fronteira com o Irã, segundo a BBC News.

O presidente da França, Emmanuel Macron, disse nesta segunda-feira, 21 de setembro de 2026, que a sua conversa com Donald Trump em Nova York foi “muito construtiva” e que houve disposição para reabrir o Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã durante a guerra. Segundo o relato que ele fez a jornalistas, citado pela Hindustan Times, foram discutidas “várias soluções” que permitiriam, sem um acordo amplo, aumentar a passagem de porta-contêineres e petroleiros pelo estreito, além da situação do mar Vermelho, rota que ganhou peso no escoamento de petróleo com Ormuz fechado e onde a tomada de um estreito estratégico pelos houthis, apoiados pelo Irã, complicou a navegação. Sobre a Ucrânia, Macron disse ter pressionado Trump a acelerar o envio de interceptadores de mísseis a Kyiv, “uma medida defensiva”, e afirmou numa publicação na rede social X que os dois trataram da perspectiva de uma “trégua energética e uma moratória no mar Negro”. Antes do encontro, Trump havia atribuído ao presidente ucraniano Volodymyr Zelensky parte da alta dos preços do diesel por causa dos ataques a refinarias russas e pedido que ele parasse de atingir o diesel russo, conforme o Le Monde. Macron também se reuniu com Zelensky à margem da Assembleia Geral da ONU.

O governo de Donald Trump propôs investir US$ 5 bilhões num fundo para reconstruir a infraestrutura energética do Oriente Médio danificada na guerra contra o Irã e reduzir a dependência do Estreito de Ormuz para transportar petróleo e gás, segundo o jornal Wall Street Journal, que citou funcionários americanos e da região e documentos. A proposta está em discussão com vários países, entre eles Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, e o valor inicial americano seria acompanhado por contribuições equivalentes dos parceiros, segundo o Investing.com. A Reuters, que reproduziu a reportagem, disse não ter conseguido verificar a informação de imediato. O jornal afirma que o conflito de sete meses danificou oleodutos e refinarias da região. Para o Investing.com, o anúncio sugere que Washington precisa reparar tanto a infraestrutura do Golfo quanto a confiança na parceria americana, depois de os ativos energéticos da região virarem alvo, e não elimina de imediato o prêmio de risco geopolítico embutido no preço do petróleo.

Na véspera do seu último discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o secretário-geral António Guterres disse à Al Jazeera que o estado do mundo “está piorando”, com o Conselho de Segurança paralisado pelas divisões geopolíticas e um “ambiente de impunidade” em que potências médias acreditam poder fazer o que quiserem. Ele citou o efeito combinado da guerra na Ucrânia sobre as exportações de alimentos, fertilizantes e energia pelo mar Negro, somado às dificuldades no Estreito de Ormuz e no Bab al-Mandeb e aos ataques a instalações petrolíferas na região, como devastador para as economias em desenvolvimento. Guterres, que deixa o cargo em 31 de dezembro, afirmou que o Conselho de Segurança “ainda representa essencialmente o mundo da Segunda Guerra Mundial” e defendeu reformas. Segundo a TASS, mais de 70 líderes mundiais e 45 chefes de Estado participam da semana de alto nível; a NPR registra que esta é a última assembleia de Guterres como secretário-geral.

A agência britânica Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) informou que um petroleiro foi atingido por um “projétil desconhecido” quando entrava no Estreito de Ormuz nesta segunda-feira; dois tripulantes tiveram ferimentos leves e o navio seguiu para o próximo porto por meios próprios, sem impacto ambiental relatado. A UKMTO não divulgou a identidade do navio nem a origem do projétil e disse que as autoridades investigam, segundo a Associated Press (AP) e a agência Anadolu. O boletim do Centro Conjunto de Informações Marítimas (JMIC), ligado à UKMTO, registra quatro incidentes de segurança com navios mercantes no estreito entre 14 e 18 de setembro, três deles causados por projéteis não identificados.

Dados da Kpler citados pela Reuters mostram que 22 petroleiros, em sua maioria VLCC (very large crude carrier), deixaram o Estreito de Ormuz na semana de 13 de setembro com 42 milhões de barris de cru, com Arábia Saudita e Iraque respondendo por 43% do volume cada um. O VLCC Pinios transferia nesta segunda-feira 2 milhões de barris de cru iraquiano Basrah ao largo de Fujairah para outro VLCC, o New Constant, com destino à China. Ataques dos houthis ao oleoduto Leste-Oeste da Aramco levaram a estatal saudita a ampliar as exportações pelo Estreito neste mês, e não há carregamentos visíveis no porto de Yanbu, no mar Vermelho, desde 16 de setembro.

A UK Maritime Trade Operations (UKMTO), agência britânica que monitora o tráfego marítimo, informou que um petroleiro foi atingido por um “projétil não identificado” durante trânsito de entrada no Estreito de Ormuz e que dois tripulantes sofreram ferimentos leves, segundo a Mehr News, que cita a agência; a UKMTO orientou os navios a transitar com cautela.

A Guarda Revolucionária iraniana afirmou nesta segunda-feira que, em caso de novo ataque americano, vai introduzir “novas armas com novas capacidades” no campo de batalha e atingir alvos ainda não atacados, segundo a AP; a força diz estar preparada para uma “guerra prolongada”. O principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse, segundo a agência Tasnim, que Teerã enviou ao Catar uma lista de sete condições para reabrir o Estreito de Ormuz, e Mohsen Rezaei afirmou à Al Jazeera que elas incluem o fim da guerra em todas as frentes, a liberação dos fundos congelados e o fim do bloqueio naval.

O tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz caiu três vezes no fim de semana, segundo a Reuters citada pelo TASS, e a Reuters descreve em análise que as transferências em vaivém mantêm o petróleo circulando “a um custo alto”. O Hindustan Times registra escassez de petroleiros pressionando o preço dos combustíveis.

A Guarda Revolucionária iraniana (IRGC) afirma ter derrubado mais um drone americano MQ-1 sobre o Estreito de Ormuz, segundo a Mehr News e o Middle East Eye; a alegação é da própria IRGC e não teve confirmação independente.

Cerca de uma dúzia de navios cruzaram o Estreito de Ormuz ao longo do fim de semana, segundo o Middle East Eye e a Mehr News; a Reuters relata que o tráfego segue muito abaixo do normal, com embarcações passando “a conta-gotas”.

A QatarEnergy afirmou que a crise no Estreito de Ormuz pode atrasar alguns de seus projetos de expansão, segundo o Middle East Eye e a Reuters.

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