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Tema: Hezbollah

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A vila de Mansouri, ocupada por Israel e situada a poucos quilômetros da cidade costeira de Tiro, no Líbano, desaparece aos poucos, dia após dia, segundo o Middle East Eye. O Exército de Israel apresenta a vila como reduto operacional do Hezbollah, e ela ficava inicialmente fora da “Linha Amarela”. Hoje a Linha Amarela corta Mansouri e a divide em duas, embora oficialmente só em parte.

O líder do Kataib Hezbollah, Ahmad al-Hamdawi, anunciou a suspensão das atividades militares, com exceção do ataque a aeronaves hostis que violem o espaço aéreo do país, enquanto o porta-voz Jaafar al-Husseini disse que as negociações com o governo sobre a regulamentação das armas não chegaram a acordo e que as armas seguem nas mãos dos combatentes, segundo a Associated Press (AP), em texto republicado pelo Middle East Eye. O anúncio ocorreu na quarta-feira, primeiro dia do período pós-coalizão do país, segundo o Iraqi News.

O chefe do Hezbollah, Naim Qassem, disse neste domingo que Israel foi incapaz de quebrar o grupo, em cerimônia que marcou dois anos desde que Israel matou o líder de longa data Hassan Nasrallah, segundo o Middle East Eye. Qassem afirmou que o Hezbollah demonstrou que Israel e seus soldados “foram incapazes de alcançar seus objetivos de quebrar a resistência, acabar com sua existência, consolidar a ocupação israelense e estabelecer assentamentos no Líbano”, em discurso televisionado em um encontro nos subúrbios ao sul de Beirute. Qassem disse que “a Palestina e a libertação da nossa terra seguem como nossa prioridade”, na cerimônia de aniversário das mortes de Nasrallah e Safieddine, segundo a Mehr News.

Os caças israelenses retomaram no sábado os ataques contra áreas montanhosas perto das cidades libanesas de Jezzine e Nabatieh, ao norte do rio Litani, segundo a TASS, que cita o portal Janoubia. Os ataques aéreos miraram abrigos subterrâneos, postos de comando e depósitos do Hezbollah nas alturas de Jebel al-Rafi, Rayhan e Sajoud. Segundo a Mehr News, o sul do Líbano registrou nas últimas horas ataques aéreos e de artilharia israelenses, e o fogo da artilharia cobriu Al-Mansouri, Eastern Zotar, Barashit, Kafrtbanit e Beit Yahoun.

O gabinete do primeiro-ministro iraquiano Ali al-Zaidi pediu isenção aos Estados Unidos para retomar os voos com o Irã por motivos humanitários ligados a tratamento médico, educação, visitas religiosas e interesses de civis, depois de quatro aeroportos do país suspenderem na sexta-feira todos os voos de e para o Irã, dias após Washington anunciar novas sanções de aviação a qualquer empresa global que faça negócios com companhias aéreas iranianas. No sábado, manifestantes se reuniram em Bagdá contra a suspensão, em protesto organizado por milícias aliadas do Irã, e o líder do Harakat Hezbollah al-Nujaba, Akram al-Kaabi, prometeu organizar protestos nos aeroportos do país caso o tráfego aéreo normal não seja retomado.

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