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Tema: Defesa

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A Arábia Saudita, o Paquistão e a Turquia decidiram na segunda-feira, 5 de outubro, implementar de imediato os compromissos de defesa coletiva e garantir o deslocamento rápido das forças acordadas para o território saudita, segundo a Reuters em texto republicado pelo The Hindu, medida que o Ministério das Relações Exteriores paquistanês descreve como fornecer as forças e capacidades militares acordadas e assegurar seu deslocamento rápido para o reino, segundo a Al Jazeera. O ministro da Defesa saudita, Khalid bin Salman, disse que o acionamento responde aos ataques e a todos os responsáveis por eles, segundo a Al Jazeera.

A Turquia informou que o Comitê Estratégico Político e de Defesa do pacto de defesa de Meca, do qual participam Turquia, Arábia Saudita e Paquistão, se reúne em Riade na segunda-feira, segundo o Middle East Eye. O encontro vai tratar dos desdobramentos recentes na região e do estágio alcançado pelos esforços de institucionalização da aliança, segundo o comunicado do ministério turco. O chanceler Hakan Fidan vai a Riade com o ministro da Defesa e o chefe do Estado-Maior para a reunião do comitê do pacto de defesa de Meca, uma aliança formada em agosto com o Paquistão e a Arábia Saudita, segundo a Anadolu Agency.

O ministro da Defesa do Paquistão, Khawaja Muhammad Asif, disse que Islamabad usará “todos os meios disponíveis” para defender a Arábia Saudita contra os houthis, segundo a Arab News. Falando em Roma, ele não confirmou se forças paquistanesas já participaram de ataques aéreos, segundo a Arab News. O compromisso é apresentado como obrigação do novo pacto de defesa mútua, que prevê que Islamabad coloque “todos os meios” à disposição de Riad em caso de ameaça houthi, segundo a Al Jazeera.

Os chefes das forças armadas e dos estados-maiores de Arábia Saudita, Paquistão e Turquia reuniram-se em Riade na sexta-feira, 25 de setembro, segundo um comunicado do exército, e discutiram ampliar a partilha de inteligência, a coordenação militar e a integração de capacidades no âmbito do pacto de defesa de Meca. O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, disse na Organização das Nações Unidas (ONU) que novos ataques à cidade sagrada de Meca seriam uma “linha vermelha” para Islamabad. A defesa aérea da coalizão liderada pela Arábia Saudita interceptou e destruiu um míssil balístico lançado pelos houthis na direção de Khamis Mushait, segundo o porta-voz oficial da coalizão, general Turki al-Maliki.

Chefes militares da Turquia e do Paquistão viajam a Riad em resposta a um pedido da Arábia Saudita por uma reunião urgente sobre a implementação do pacto de defesa mútua entre os três países, informa a Al Jazeera. O Ministério da Defesa da Turquia confirmou a viagem do chefe do Estado-Maior, general Selcuk Bayraktaroglu, à Arábia Saudita, segundo a Al Jazeera. O Acordo de Defesa Conjunta de Meca, assinado em 7 de agosto de 2026, trata um ataque armado a qualquer um dos três países como ataque a todos os três – e a Al Jazeera enquadra o deslocamento como uma aproximação de Ancara e Islamabad da guerra que a Arábia Saudita trava contra os houthis no Iêmen, segundo a Al Jazeera.

O presidente do parlamento da Turquia disse esperar que o pacto de defesa entre o Paquistão e a Arábia Saudita, estendido à Turquia em agosto e rebatizado de Acordo de Defesa Conjunta de Meca, seja submetido à aprovação do Legislativo no próximo mês, segundo o Middle East Eye. O acordo prevê que um ataque armado a qualquer um dos três países seja tratado como ataque a todos, mas a ratificação parlamentar segue pendente, informa o The Guardian.

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