A Holanda lamentou a decisão de Israel de revogar a acreditação de diplomatas holandeses baseados na Cisjordânia, segundo a Agência France-Presse (AFP), em texto republicado pelo France 24. A retaliação israelense veio depois que as autoridades holandesas começaram a aplicar um veto a importações de produtos vindos de assentamentos israelenses na Cisjordânia. O chanceler holandês, Berendsen, disse que a decisão decorre da obrigação, pelo direito internacional, de não contribuir com os assentamentos ilegais.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, prepara um possível caso no Tribunal Penal Internacional (TPI) contra o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, para usar como alavanca na escalada da disputa entre os dois, segundo o i24NEWS, citado pela RT. Segundo a RT, Netanyahu teria instruído uma equipe interministerial israelense e o chefe do Departamento de Direito Internacional a preparar um dossiê focado sobretudo em supostos ataques contra minorias curdas, além de acusações de financiamento do Hamas pelo governo Erdogan. A medida seguiria o pedido da Turquia no mês passado de um alerta vermelho da Interpol contra Netanyahu, depois de um tribunal turco emitir mandado de prisão por acusações que incluem genocídio pela interceptação da Flotilha Global Sumud, com destino a Gaza, no início deste ano.
Israel revogou as credenciais dos diplomatas holandeses em Ramallah em resposta ao veto dos Países Baixos a produtos de assentamentos, segundo o Middle East Eye. O chanceler israelense, Gideon Sa’ar, disse que os diplomatas devem devolver a documentação diplomática israelense em sete dias. O Middle East Eye relatou que os Países Baixos passaram a aplicar em 22 de setembro o veto nacional à importação, compra e venda de bens de assentamentos israelenses. O Ministério das Relações Exteriores de Israel afirmou que revogou o status diplomático dos holandeses no escritório de representação dos Países Baixos em Ramallah, em resposta ao veto do governo holandês à importação de produtos originários de assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada, segundo o Khaleej Times.
Delegados deixaram o plenário da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, antes do discurso do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, numa saída coordenada a pedido da Missão Palestina junto aos 193 Estados-membros, segundo a India Today. Netanyahu rejeitou as acusações de genocídio em Gaza, chamando-as de “a maior mentira do século”, defendeu as ações de Israel contra o Irã e chamou de “covardes morais” os que não tinham saído do salão, pedindo que saíssem.
O escritório de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) ampliou nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, a lista de empresas com atividades em assentamentos israelenses nos territórios palestinos: são agora 214 companhias de 11 países, com 61 inclusões e cinco exclusões desde a atualização anterior, segundo o Le Monde. Airbnb, Booking.com, Motorola Solutions e TripAdvisor seguem na relação, e o Alto Comissariado de Direitos Humanos afirmou que o documento é um lembrete às empresas sobre suas responsabilidades em direitos humanos, conforme o Le Monde.
O site oficial de mapas do governo de Israel, o govmap, publicou imagens aéreas de 2025 do norte da Faixa de Gaza sem o desfoque que aplicava à região, revelando ao menos 11 posições militares israelenses dentro da zona de amortecimento e a destruição massiva de cidades palestinas na área, informou o The Times of Israel. A mudança, notada na segunda-feira, 21 de setembro de 2026, por uma conta de inteligência de fontes abertas (OSINT), não tem explicação oficial: as Forças de Defesa de Israel (IDF) disseram estar verificando as imagens.
O Conselho de Paz (BoP), órgão criado pelo plano de paz de Donald Trump com papel central na reconstrução de Gaza, disse que a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA) não tem lugar no território, mas membros do conselho se reuniram várias vezes com autoridades da agência, informa o Associated Press. O ex-comissário-geral da UNRWA, Philippe Lazzarini, disse que membros do comitê tecnocrático palestino querem trabalhar com a agência, e um funcionário do BoP confirmou os encontros.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, usou a tribuna da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) na quinta-feira, 24 de setembro de 2026, para atacar o Irã, o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, críticos e aliados como o Reino Unido e a França, e rejeitou as acusações de genocídio em Gaza, informa a Al Jazeera. Dezenas de delegações deixaram o plenário quando o discurso começou, sob vaias, enquanto a comitiva israelense aplaudia de pé; segundo a SBS News, o total chegou a 77 delegações.
A economia de Gaza atravessa a crise econômica mais grave já registrada, afirmou a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), segundo a France24. O relatório aponta 92% dos estabelecimentos econômicos danificados ou destruídos e produto interno bruto (PIB) diário per capita de US$ 0,58, segundo o liveblog do Times of Israel.
O comissário-geral cessante da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA), Philippe Lazzarini, disse em Genebra, na última entrevista coletiva antes de deixar o cargo, que a agência precisa integrar a solução política para a população que atende e advertiu que a UNRWA está perto do colapso, com o financiamento de serviços de água, saúde e educação previsto só até setembro, segundo o Geneva Solutions. Em 1º de julho de 2026, o Conselho de Paz (BoP), órgão criado pelo plano de paz de Donald Trump com papel central na reconstrução de Gaza, já havia dito que a UNRWA “não tem lugar” no futuro do território, segundo o Jerusalem Post.
O primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores do Catar, Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, condenou a rejeição declarada de Israel ao roteiro para concluir a implementação do plano que encerra a guerra em Gaza, em reunião fechada de chefes de Estado e de governo convocada pelos presidentes Emmanuel Macron, da França, Andy Burnham, do Reino Unido, e Mark Carney, do Canadá, à margem da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, segundo o Mehr News, que cita o Ministério das Relações Exteriores do Catar. Segundo o ministério, Mohammed bin Abdulrahman pediu que a comunidade internacional pressione Israel a cumprir as obrigações do acordo de cessar-fogo em Gaza e a interromper as violações dos direitos dos palestinos, e reafirmou o apoio do Catar a um Estado palestino nas fronteiras de 1967, com Jerusalém Oriental como capital. Israel rejeitou em agosto o plano de 15 pontos apresentado pelos mediadores e condiciona a retirada de Gaza ao desarmamento do Hamas, segundo o Mehr News.
Restrições israelenses mantêm paradas na Jordânia mais de 900 cadeiras de rodas doadas por duas entidades de caridade australianas para crianças feridas em Gaza, segundo a emissora pública australiana ABC News, em relato reproduzido pelo Middle East Eye. Dois carregamentos da Kids on Wheels Alliance, de Nova Gales do Sul, chegaram à Jordânia em fevereiro de 2025 e um terceiro, da Wheelchairs for Kids, da Austrália Ocidental, em outubro de 2025; os três seguem em armazéns da Organização Hachemita de Caridade da Jordânia (JHCO). A JHCO diz que o bloqueio vem da agência israelense de coordenação da ajuda a Gaza, o Coordenador das Atividades do Governo nos Territórios (COGAT), e uma fonte do governo de Israel negou que um pedido de entrada das cadeiras tenha sido rejeitado. A COGAT não respondeu às perguntas da ABC sobre as doações australianas e afirmou, em resposta geral, ter autorizado a entrada de milhares de cadeiras de rodas na Faixa durante a guerra.
Segundo o Middle East Eye, o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, disse nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, na sua estreia na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), que a violência em Gaza e a expansão dos assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada empurram a solução de dois Estados para um “ponto sem retorno”. Burnham citou o projeto de assentamento E1, que, disse, separaria Jerusalém Oriental da Cisjordânia, e pediu ação à altura do apoio internacional que os Estados declaram a um Estado palestino. O discurso veio duas semanas depois de Reino Unido, França e Canadá anunciarem, em 8 de setembro de 2026, sanções a produtos de assentamentos israelenses, às quais Israel respondeu ordenando o fechamento do consulado britânico em Jerusalém Oriental, com prazo de 30 dias, segundo a France 24.
Na abertura do debate geral da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que “gerações de palestinos carregarão a dor e o trauma deixados pelo genocídio de mulheres e crianças cometido pelo governo de Benjamin Netanyahu na Faixa de Gaza”, segundo o registro oficial do debate e o Middle East Eye. Na mesma fala, nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, Lula disse que “civis israelenses pagaram o preço pelo radicalismo e pela intolerância dos atos terroristas do Hamas” e que os assentamentos ilegais na Cisjordânia tornam a solução de dois Estados cada vez mais inviável, segundo o The New Republic. O presidente criticou a perseguição ao Tribunal Penal Internacional (TPI) e aos seus membros e disse que a relatora especial da ONU para os territórios palestinos ocupados, Francesca Albanese, não pode ser “silenciada por dizer a verdade”, segundo a Al Jazeera, o The New Republic e o Israel Hayom.
O governo da Colômbia retirou a declaração de intervenção que apresentara em 5 de abril de 2024 no caso sobre o genocídio na Faixa de Gaza movido pela África do Sul contra Israel na Corte Internacional de Justiça (CIJ). A corte tornou pública nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, a decisão que a Colômbia comunicou em 18 de setembro, segundo a página oficial do caso na CIJ e a Agência Anadolu. A intervenção se dava sob o artigo 63 do estatuto da corte, que faculta a um Estado que não é parte na disputa se manifestar quando o caso envolve a interpretação de uma convenção de que também é signatário. A Colômbia nunca foi parte no processo principal, e a retirada não altera o seu andamento.
A decisão reverte a política de Gustavo Petro, que rompeu relações com Israel em maio de 2024 e suspendeu a exportação de carvão colombiano ao país. Abelardo de la Espriella, empossado em 7 de agosto de 2026, restabeleceu as relações diplomáticas e econômicas, segundo o Middle East Eye e a Agência Anadolu: o governo planeja reabrir a embaixada em Jerusalém, criar uma comissão econômica bilateral e enviar uma delegação a Israel em outubro. O chanceler de Israel, Gideon Sa’ar, agradeceu a retirada, segundo o ColombiaOne.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, que a cidade de Gaza será evacuada e destruída se um único israelense for sequestrado, e disse que o Exército não fará retiradas parciais dos 63% do território que ocupa até que o Hamas seja desarmado. A fala foi feita no memorial da Guerra do Yom Kippur, em Jerusalém, segundo a Agence France-Presse, o The Jerusalem Post e a i24NEWS. “Se um único soldado ou civil israelense for sequestrado, toda a cidade de Gaza, com as suas casas e torres do terror, será evacuada para o sul com o seu milhão de residentes”, disse Katz, dirigindo o aviso ao Hamas e, explicitamente, aos governos do Irã e da Turquia. A prefeitura de Gaza estima 1,1 milhão de moradores na cidade.
Centenas de milhares de crianças voltaram às aulas presenciais em Gaza no sábado, pela primeira vez em quase três anos, em prédios danificados e tendas, segundo a Reuters. Autoridades de educação de Gaza dizem que cerca de 660 mil alunos ficaram privados de ensino presencial e regular durante a guerra, e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) afirma que 98% das escolas do território foram destruídas ou danificadas. Segundo Ibrahim Ramadan, diretor de educação de Khan Younis Leste, o conflito matou cerca de 22 mil estudantes e mais de 770 trabalhadores da educação, incluindo 532 professores – números de autoridade local, sem verificação independente.
Forças israelenses invadiram antes do amanhecer a cidade de Biddu, a noroeste de Jerusalém, na Cisjordânia ocupada, e detiveram ao menos 53 palestinos, segundo a Al Jazeera. A Governadoria de Jerusalém disse à agência France-Presse (AFP) que a operação atingiu “dezenas de jovens” e que casas foram transformadas em centros de interrogatório; o prefeito de Biddu, Nazmi Mansour, afirmou que a cidade foi tomada por dezenas de jipes militares e centenas de soldados. É a terceira incursão em Biddu desde que um morador suspeito de matar a tiros um colono israelense no domingo foi preso; o Exército israelense disse à AFP que verificava os relatos.
As autoridades de Gaza anunciaram um plano para demolir 255 prédios danificados pela guerra, segundo o Middle East Eye, enquanto o ano letivo recomeça em escolas atingidas, relatado pelo G1 e pela Al Jazeera. O Ministério da Saúde de Gaza, citado pelo Mehr News, informa um total acumulado de 73.913 mortos desde o início da guerra – número da autoridade local, sem verificação independente.
Um israelense foi morto a tiros perto do assentamento de Halamish, na Cisjordânia, e soldados israelenses mataram um motorista palestino, segundo a Reuters, a France24, o New York Times, o Hindustan Times e o Mehr News. Benjamin Netanyahu ordenou a demolição da casa do atirador, relata o Times of India. No mesmo dia, forças israelenses detiveram 27 palestinos numa incursão a uma vila da Cisjordânia, segundo a Wafa citada pelo Middle East Eye, e colonos incendiaram um veículo palestino e tentaram levar uma criança, relata o mesmo veículo.