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Geopolítica antes das manchetes
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Tema: África

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O presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, dissolveu nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, o Governo Transitório de Unidade Nacional e nomeou uma administração interina que vai conduzir o país até a eleição de 22 de dezembro, a primeira desde a independência, em 2011. O decreto, lido pela emissora estatal, removeu todos os vice-presidentes, ministros e administradores locais e dissolveu as assembleias nacional e estaduais; o Judiciário e as instituições de segurança permaneceram, e Kiir segue no cargo “durante o período eleitoral até que o próximo presidente eleito assuma”, segundo o Al Jazeera. A medida veio um dia depois de o parlamento aprovar emendas à Lei Nacional de Eleições que desvincularam o pleito da conclusão de uma constituição permanente e da realização do censo, mudanças sancionadas por Kiir na noite de segunda-feira e rejeitadas pela Aliança de Oposição do Sudão do Sul, segundo a Reuters, por terem sido feitas sem consulta adequada entre as partes do acordo de paz de 2018. O rival histórico de Kiir, Riek Machar, líder do principal partido de oposição, está em prisão domiciliar desde março de 2025 e responde a processo por acusações que incluem traição e homicídio, que nega. Seguem pendentes a constituição permanente, o registro de eleitores e a unificação das forças armadas leais a partidos rivais. A Anistia Internacional chamou o decreto de passo rumo ao pleito e pediu condições para votar e ser candidato; analistas ouvidos pela agência France-Presse disseram que as emendas concentram poderes no presidente. A guerra civil encerrada em 2018 deixou cerca de 400 mil mortos e milhões de deslocados, segundo as Nações Unidas.

23 set · 05:05

Homens armados invadiram uma casa no município de KwaMakhutha, a cerca de 30 quilômetros ao sul de Durban, na noite desta terça-feira, 22 de setembro de 2026, e mataram pelo menos 11 pessoas que participavam de uma festa, entre elas uma mulher que estaria grávida; outras três ficaram feridas, segundo a polícia sul-africana citada pelo The Hindu e pelo Al Jazeera. O primeiro-ministro da província de KwaZulu-Natal, Thamsanqa Ntuli, disse que os atiradores entraram pouco antes das 23h (UTC-3) e que o motivo não é conhecido; a emissora local eNCA relatou que as vítimas foram forçadas a entrar em um único cômodo antes dos disparos. A polícia informou que parte dos mortos já constava do radar da inteligência criminal por suspeita de atividades ilegais e que uma desavença entre grupos rivais não pode ser descartada. A África do Sul tem uma das maiores taxas de homicídio do mundo, com média de cerca de 60 assassinatos por dia em uma população de aproximadamente 62 milhões de habitantes, segundo o Al Jazeera.

23 set · 05:05