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Geopolítica antes das manchetes
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Os embaixadores dos 27 países da União Europeia (UE) fecharam nesta segunda-feira um acordo para retirar os empresários Alisher Usmanov e Mikhail Fridman da lista de sanções do bloco, desde que nenhum governo objete nas próximas horas, segundo diplomatas citados pela Reuters.

Em troca, as sanções contra cerca de 3 mil outras pessoas e entidades ligadas à Rússia seriam renovadas por 36 meses, prazo bem mais longo que os 6 ou 12 meses habituais, informou a Euronews. A França passou a exigir a saída de Usmanov, que tem cidadania russa e uzbeque, e Luxemburgo condicionou a de Fridman, que move uma arbitragem de US$ 16 bilhões contra o grão-ducado. Os dois foram sancionados em 2022, depois da invasão da Ucrânia. Lituânia e os países bálticos se opuseram ao gesto: “enviaria muitos sinais, e todos ruins”, disse o chanceler lituano, Kestutis Budrys, à Reuters. O primeiro-ministro ucraniano, Sergii Koretskyi, classificou a medida de “imoral e autodestrutiva”. O regime de sanções da UE contra a Rússia expira à meia-noite desta terça-feira (22).