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Geopolítica antes das manchetes
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O Corpo de Guardas Revolucionários Islâmicos (IRGC) do Irã afirmou estar pronto para uma “contraofensiva” e avisou que vai “mudar a geografia da guerra” se os Estados Unidos atacarem o país de novo, na fala do porta-voz da força, o brigadeiro-general Hossein Mohebbi, em entrevista à agência semioficial Tasnim publicada na segunda-feira, 21 de setembro de 2026 e reproduzida pela ABC News.

“Se uma nova agressão acontecer, haverá mudanças significativas na nossa defesa e na nossa contraofensiva”, disse Mohebbi, segundo a ABC News, acrescentando que o Irã levará ao campo de batalha “novas armas com novas capacidades” e que o mundo será surpreendido. No mesmo dia, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse que o país chegou a um estágio em que os seus mísseis alcançam qualquer alvo que Teerã escolher e que responde a um “conflito híbrido” de pressão econômica, militar e diplomática, segundo o Middle East Eye, citando a televisão estatal Press TV. As falas respondem às ameaças feitas por Donald Trump em entrevista à Fox News no domingo, 20 de setembro, quando ele disse que as opções em estudo eram “acabar com o Irã, deixá-lo apodrecer economicamente ou fazer um acordo”, conforme o The Guardian. Os dois países seguem travados num impasse no Estreito de Ormuz, fechado pelo Irã, com o tráfego comercial perturbado e um contrabloqueio dos Estados Unidos aos portos iranianos, segundo o The Guardian.