O presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Ilan Goldfajn, trabalha para obter aprovação de um empréstimo de US$ 2,5 bilhões à Venezuela e enfrenta resistência de parte do conselho da instituição, segundo duas fontes a par do assunto ouvidas pela Reuters.
Conselheiros manifestaram preocupação com um crédito a Caracas sem o trabalho paralelo de outros credores multilaterais que garanta a capacidade de pagamento do país, embora reconheçam os benefícios de reengajar a Venezuela, disse uma das fontes. O BID não concede novos empréstimos ao país desde maio de 2018, quando a Venezuela deixou de pagar, e Caracas acumula mais de US$ 2 bilhões em principal e juros vencidos com o banco. A operação se enquadraria no mecanismo de Empréstimo para o Desenvolvimento Especial (SDL), que no caso venezuelano está limitado a US$ 500 milhões pelas regras da casa, e exigiria uma dispensa de tamanho e outra pela ausência de um programa vigente com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Qualquer proposta precisa do aval do conselho executivo de 14 membros do BID, no qual os Estados Unidos detêm 30% dos votos, seguidos por Argentina e Brasil, com 11,35% cada. Goldfajn disse à Reuters na segunda-feira, 21 de setembro, que o BID prepara uma “nota de engajamento” com a Venezuela, plano de curto prazo que costuma anteceder novos empréstimos. O banco não comentou, e o governo venezuelano não respondeu ao pedido de comentário.