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Geopolítica antes das manchetes
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A Rússia Unida elegeu 49 deputados que participaram da guerra contra a Ucrânia, informou nesta segunda-feira o secretário-geral do partido, Vladimir Yakushev, que primeiro falou em 86 veteranos da “operação militar especial” e depois corrigiu o número para 49.

Os ex-combatentes passam a ocupar cerca de 11% das 450 cadeiras da Duma, a câmara baixa do Parlamento russo, onde o partido de Vladimir Putin ficou com 355 assentos, o maior número já obtido pela legenda e acima do recorde de 343 cadeiras de 2016. O Partido Comunista ficou com 40 cadeiras, o LDPR (Partido Liberal-Democrata da Rússia), ultranacionalista, com 25, e o Novos Povos, com 20 – todos apoiam a campanha militar na Ucrânia. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que os indicadores apontam para “o mais alto nível de consolidação” da sociedade russa em torno do chefe de Estado. O Yabloko, única legenda registrada que se opunha à guerra, foi impedido de disputar a eleição pela Suprema Corte russa, e a União Europeia classificou a votação como um retrocesso para a democracia. Os números saem de uma apuração com 95% das urnas processadas, quando o Rússia Unida tinha 57,83% dos votos, segundo a chefe da comissão eleitoral, Ella Pamfilova, acima dos 49,8% de 2021.