A província canadense da Colúmbia Britânica processou nesta segunda-feira a OpenAI nos Estados Unidos por causa do ataque a tiros numa escola de Tumbler Ridge em fevereiro, que matou oito pessoas, entre elas cinco estudantes do secundário local, segundo o The New York Times e a agência canadense The Canadian Press.
A procuradora-geral da província, Niki Sharma, disse que a empresa não avisou a polícia sobre interações alarmantes entre o atirador, Jesse Van Rootselaar, de 18 anos, e o chatbot ChatGPT, e que a OpenAI se recusou a mostrar as conversas a funcionários provinciais que as pediram. A ação, protocolada na Justiça Federal de São Francisco, inclui o fundador e presidente-executivo da empresa, Sam Altman, como réu individual, e acusa os réus de negligência, de “ajudar e instigar um ataque com armas de fogo em massa” e de responsabilidade por produto defeituoso; pede julgamento por júri e indenização para reconstruir a escola secundária da cidade. “Uma única ligação telefônica para a Polícia Montada Real do Canadá (RCMP) poderia ter evitado a tragédia”, afirma a ação. Sharma disse que escreveu a autoridades federais pedindo mudanças no Código Penal para responsabilizar empresas de inteligência artificial (IA) por condutas criminais decorrentes das suas tecnologias. Sobreviventes e testemunhas processam a OpenAI separadamente, e a empresa sustenta que baniu a conta do atirador em junho de 2025 e que o conteúdo não atingia o limite para acionar as autoridades, segundo a CBC.