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Geopolítica antes das manchetes
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A OpenAI pediu nesta segunda-feira que os Estados Unidos liderem um esforço internacional para fixar padrões técnicos para a inteligência artificial (IA) de fronteira, inclusive para sistemas capazes de melhorar a si mesmos, segundo a agência France-Presse (AFP) e o Politico.

Em publicação no seu blog, a empresa afirmou que “liderar agora vai determinar se os Estados Unidos moldam o marco global de IA ou assistem à consolidação de um sistema fragmentado, desigual e marcado por conflitos ao seu redor”, e defendeu que o Centro de Padrões e Inovação em IA do Departamento de Comércio americano lidere, com outros países, a adoção de critérios comuns de avaliação de capacidade e risco, com métricas compartilhadas e protocolos de notificação de incidentes. O documento diz que os padrões acordados “não seriam licenças nem exigências obrigatórias de revisão prévia ou aprovação de modelos” e que cada governo decidiria como incorporá-los à própria legislação; entre os países citados para cooperação estão Austrália, Canadá, Alemanha, França, Quênia, Japão, Coreia do Sul, Singapura, Índia e Reino Unido. O presidente-executivo da OpenAI, Sam Altman, deve falar na quarta-feira ao Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) sobre IA e segurança internacional, em reunião convocada pela França, que preside o órgão em setembro, e presidida pelo ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Noël Barrot. O governo de Donald Trump rejeita frear o desenvolvimento da tecnologia.