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Geopolítica antes das manchetes
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O Grupo de Especialistas em Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Nicarágua afirmou nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, que o governo dos copresidentes Daniel Ortega e Rosario Murillo é responsável pela morte sob custódia do Estado de oito pessoas detidas por motivos políticos desde 2018, entre elas o líder indígena misquito Brooklyn Rivera e Humberto Ortega, irmão do presidente, segundo o relatório divulgado nesta terça-feira e noticiado pelo The Hindu.

O documento aponta contradições no relato oficial sobre a morte de Rivera, que passou 32 meses preso, quase sem contato com a família, antes de morrer em maio de 2026: o comunicado do governo atribuiu o óbito a complicações de uma infecção anterior de covid-19, hipótese que uma avaliação independente da organização Médicos pelos Direitos Humanos considerou “medicamente incoerente”. Os especialistas documentaram o desaparecimento forçado de ao menos 161 pessoas desde 2018 e pediram informações sobre 29 cujo paradeiro continua desconhecido. A copresidente Rosario Murillo disse que Rivera recebeu atendimento médico e apoio da família; procurado, o governo da Nicarágua recusou-se a responder.