A Letônia bloqueou o compromisso que renovaria as sanções da União Europeia (UE) contra quase 3 mil pessoas e empresas ligadas à guerra da Rússia na Ucrânia, e os embaixadores dos 27 voltam a se reunir na manhã desta terça-feira, 22 de setembro de 2026, em uma última tentativa antes de as listagens expirarem à meia-noite, segundo o Euractiv e o The Guardian.
O impasse começou com a exigência da França de retirar da lista o empresário russo-uzbeque Alisher Usmanov, por razões que Paris descreve como de “segurança nacional” e que diplomatas ligam à libertação de dois nacionais franceses detidos no Azerbaijão; a saída do também empresário Mikhail Fridman passou a ser pedida por Luxemburgo, alvo de uma arbitragem de US$ 16 bilhões movida por ele, segundo o The Guardian, enquanto a Eslováquia vetava a permanência dele na lista. Em troca das retiradas, Paris e Bratislava aceitaram ampliar o prazo de renovação de seis meses para três anos, concessão que não convenceu Riga. Sem unanimidade até a meia-noite, cerca de 3 mil congelamentos de bens e proibições de viagem caem de uma vez. As sanções setoriais contra a economia russa, renovadas por um ano em junho, não são afetadas por esse impasse.