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Geopolítica antes das manchetes
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A DeepSeek está entre as empresas convidadas a expor ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) os riscos da inteligência artificial (IA), segundo duas fontes a par do assunto ouvidas pela Reuters, em despacho publicado pelo The Straits Times.

O conselho de 15 membros se reúne na quarta-feira, 23 de setembro de 2026, para tratar de IA e segurança internacional. A reunião é convocada pela França, que preside o conselho neste mês, e terá a presença do presidente-executivo da OpenAI, Sam Altman, além de representantes seniores da Anthropic, conforme a The Next Web. A DeepSeek e outras empresas chinesas, entre elas a Moonshot, foram convidadas a se pronunciar; o fundador da DeepSeek, Liang Wenfeng, não pretende comparecer, e o plano ainda pode mudar. O Conselho de Segurança tratou dos riscos da IA pela primeira vez em 2023, quando a China advertiu que a tecnologia não deveria se tornar um “cavalo desembestado”. O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou na semana passada que o avanço rápido da IA traz riscos que não podem ser ignorados, posição divergente da do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que sustenta que as salvaguardas atuais bastam. O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, disse na segunda-feira, 21 de setembro de 2026, que os dois países acertaram manter novas conversas sobre segurança da IA, antes do encontro de Trump com o presidente da China, Xi Jinping, previsto para esta semana em Washington.