O gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, classificou como “absurdo grotesco” a afirmação do presidente da França, Emmanuel Macron, na Assembleia Geral da ONU de que o Hamas nunca atuou na Cisjordânia, segundo a agência France-Presse, reproduzida pelo Channel NewsAsia.
O comunicado israelense afirma que militantes do Hamas atacam judeus “quase todos os dias” na Judeia e Samaria, nome que Israel usa para a Cisjordânia, e que “a ignorância não é desculpa para apagar o sangue deles”. O The Jerusalem Post registra que o ministro das Finanças Bezalel Smotrich acusou Macron de mentir e citou a morte de um israelense de nacionalidade francesa, pai de seis filhos, num ataque atribuído ao Hamas na Cisjordânia no domingo, 20 de setembro de 2026, dois dias antes do discurso. Macron falou em francês, e as traduções publicadas variam entre “nunca atuou” e “nunca causou problemas” na Cisjordânia; ele criticou as violações diárias no território e chamou a situação humanitária em Gaza de “um espetáculo que envergonha todos nós”.