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Geopolítica antes das manchetes
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O Ministério das Relações Exteriores da China declarou nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, que se opõe às “sanções unilaterais ilegais” dos Estados Unidos contra o Irã e contra os parceiros comerciais de Teerã e que tomará “todas as medidas necessárias” para proteger os interesses chineses, segundo a BBC News e o Middle East Eye.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, anunciou na segunda-feira, 21 de setembro, o pacote que Washington batizou de “Operation Economic Outcast” (“Operação Pária Econômico”), descrito por ele como “a maior ofensiva financeira já desfechada” contra o Irã, e afirmou que “todas as companhias aéreas iranianas serão fechadas em todo o mundo” em 23 de setembro, sob ameaça de sanções secundárias a quem lhes prestar serviços, segundo o Middle East Eye. O Tesouro mapeou canais financeiros e redes de evasão e sancionou quase 60 entidades, pessoas e navios. A China é a maior compradora do petróleo iraniano, e David Oxley, economista-chefe de clima e commodities da Capital Economics, disse à BBC News que o pacote terá “efeito direto limitado” sobre os fluxos de energia do Irã. O anúncio antecede a reunião de Donald Trump com Xi Jinping prevista para quinta-feira, 24 de setembro, e o ministro da Economia do Irã, Ali Madanizadeh, disse à televisão estatal que Teerã está “totalmente preparado” para as sanções.