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Geopolítica antes das manchetes
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Sete países e a União Europeia (UE) lançaram nesta segunda-feira, 21 de setembro, em Nova York, a cúpula inaugural dos “Parceiros pelo Multilateralismo” (P4M), grupo que se apresenta como defensor de uma ordem internacional baseada na ONU e distante da política de superpotências.

A declaração conjunta “A joint commitment to multilateralism, international law, peace and prosperity” tem como copatrocinadores iniciais Austrália, Barbados, Brasil, Canadá, UE, Índia e Quênia, segundo o gabinete do primeiro-ministro do Canadá, e foi co-presidida pelo presidente do Conselho Europeu, António Costa, pelos primeiros-ministros William Ruto (Quênia), Anthony Albanese (Austrália), Mia Mottley (Barbados) e Mark Carney (Canadá) e pelos chanceleres Mauro Vieira (Brasil) e Subrahmanyam Jaishankar (Índia), segundo a UN WebTV. O texto afirma que a interdependência econômica “vem sendo usada como fonte de alavancagem”, aponta a tríplice crise planetária e o avanço da inteligência artificial entre os desafios que exigem cooperação e defende a reforma das instituições multilaterais, inclusive pelo processo UN80. No discurso de abertura, Jaishankar disse que a “crise dos quatro F” – combustível, alimentos, fertilizantes e finanças – “não pode ser deixada a si mesma”, segundo o Times Now. Em editorial conjunto no Financial Times, Costa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Ruto e Carney escreveram que o P4M não será outro bloco exclusivo nem uma burocracia internacional, e citaram o maior número de conflitos armados entre Estados desde 1946, em 35 países, em 2025, segundo o The Hindu.