Sri Lanka deve conhecer nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, o veredicto do julgamento de 24 acusados pelos atentados da Páscoa de 2019, o ataque mais letal contra civis na história do país.
A audiência no Tribunal Superior de Colombo estava marcada para as 9h30 locais (4h GMT), com segurança reforçada no entorno, segundo a Agence France-Presse. Os promotores apresentaram 23.270 acusações contra os 24 réus, o maior número já reunido em um único processo no país, por homicídio, conspiração terrorista e posse de armas e explosivos previstos na lei antiterrorismo. Cada acusado responde por centenas de imputações porque a denúncia lista uma acusação para cada pessoa morta ou ferida. Todos negaram participação, e alguns podem ser condenados à morte, pena que o país não executa desde 1976 e que costuma ser comutada para prisão perpétua. A promotoria aponta Mohamed Naufar (Naufer Moulavi) como o articulador que deu apoio ao esquadrão de oito homens-bomba que atacou três igrejas e três hotéis de luxo em 21 de abril de 2019, matando 279 pessoas, entre elas 45 estrangeiros, segundo a AFP; a BBC News cita 270 mortos. O julgamento corre em paralelo à investigação sobre o ex-chefe de inteligência Suresh Sallay, sob custódia e acusado de ter articulado os ataques, o que ele nega; em julho de 2026, dois ex-dirigentes de segurança foram condenados à morte por não terem evitado os atentados apesar dos alertas de inteligência recebidos.