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Geopolítica antes das manchetes
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Durante o discurso que abriu a 81ª Assembleia Geral da ONU, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que decidiria entre um acordo com o Irã e “aniquilar a República Islâmica”; quando ele passou a falar das operações militares dos Estados Unidos, a delegação iraniana se retirou do plenário e deixou apenas um funcionário de escalão inferior no salão, segundo a Al Jazeera.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, confirmou a saída parcial e disse à agência estatal iraniana IRNA que um diplomata da missão iraniana permaneceu no recinto porque a delegação participava no nível do chanceler, segundo a ANI. Baghaei afirmou que o governo dos Estados Unidos transforma a Assembleia em palco de ameaças militares “absolutamente ilegais, contrárias ao direito internacional e ao costume diplomático” e classificou a ameaça de ataque como “admissão de cometer crimes internacionais”. A emissora estatal iraniana IRIB, citada pela Al Jazeera, informou que o chanceler Abbas Araghchi aceitou o pedido de reunião feito pelo enviado dos Estados Unidos Steve Witkoff para reapresentar as condições iranianas para a reabertura do Estreito de Ormuz: o fim imediato do bloqueio naval, a liberação dos ativos iranianos congelados e o encerramento da guerra. A Al Jazeera registra que os relatos divergem sobre se houve encontro direto entre as duas delegações.