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Geopolítica antes das manchetes
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O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, disse nesta segunda-feira ao secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, que o país precisa de uma força internacional sob o guarda-chuva da ONU no sul depois do fim do mandato da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL), segundo comunicado do gabinete do primeiro-ministro citado pela Agence France-Presse (AFP).

Segundo o comunicado, Salam afirmou que a presença deve “assegurar a continuidade das funções de monitoramento, informação e ligação”, contribuir para preservar a estabilidade e apoiar a extensão da autoridade do Estado libanês sobre todo o território. A UNIFIL tem cerca de 7.500 capacetes azuis de 46 países e o mandato termina em 31 de dezembro, depois de o Conselho de Segurança ter decidido no ano passado, sob pressão dos Estados Unidos, encerrar a missão criada em 1978. Israel mantém tropas numa “zona de segurança” autodeclarada de cerca de 10 quilômetros de profundidade no sul do Líbano, e o presidente Joseph Aoun disse à AFP na semana passada que a melhor opção continua sendo prorrogar o mandato da UNIFIL; França e Itália defendem uma coalizão multinacional sucessora.