Os embaixadores dos 27 países da União Europeia (UE) não conseguiram fechar nesta segunda-feira, 21 de setembro, o acordo que retiraria os empresários Alisher Usmanov e Mikhail Fridman da lista de sanções do bloco, e as conversas recomeçam nesta terça-feira, 22 de setembro, às 6h GMT (3h de Brasília).
Um diplomata ouvido pela agência AFP disse que a Letônia apresentou uma objeção de última hora. Segundo diplomatas citados pela AFP e pela Euronews, o pacote negociado pela presidência irlandesa do Conselho retirava os dois nomes e renovava por 36 meses as sanções contra cerca de 3 mil outras pessoas e entidades ligadas à Rússia, prazo bem mais longo que os 6 ou 12 meses habituais. A renovação exige unanimidade dos 27 países, e o regime expira no fim desta terça-feira. A França passou a exigir a saída de Usmanov, que tem cidadania russa e uzbeque, invocando “segurança nacional”; segundo a Reuters, que ouviu três diplomatas europeus, o pedido francês veio depois de o Azerbaijão deter ao menos dois cidadãos franceses, versão que Baku rejeita. Luxemburgo condicionou a retirada de Fridman, que move uma arbitragem de US$ 16 bilhões contra o grão-ducado. A Lituânia e os demais países bálticos se opuseram ao gesto, e o chanceler ucraniano, Andrii Sybiha, escreveu que retirar sanções “é inaceitável e enviaria o sinal errado a Moscou”.