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Geopolítica antes das manchetes
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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, divulgou no sábado vídeos e fotos de uma visita aos túneis de escavação sob a Cidade Velha de Jerusalém, abaixo do complexo da Mesquita de Al-Aqsa, dizendo estar “muito perto do Santo dos Santos” e que os israelenses “estão aqui e sempre estarão”; na quinta-feira, o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, entrou no complexo para as orações de Yom Kippur, e no domingo cerca de 570 colonos passaram pelos pátios até as 10h locais, segundo a Governadoria de Jerusalém, órgão palestino.

Jordânia, Kuwait, Catar, Arábia Saudita e Egito condenaram as entradas; o Ministério das Relações Exteriores jordaniano falou em “violação flagrante do status quo histórico e jurídico” e lembrou que o Waqf islâmico, ligado a Amã, é o custodiante legal do local. O Hamas classificou a visita de Netanyahu aos túneis como “agressão flagrante” à identidade do santuário. Analistas ouvidos pela Al Jazeera dizem que a divulgação tem motivação eleitoral, com Netanyahu atrás nas pesquisas para a eleição de outubro.