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Geopolítica antes das manchetes
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Quase quatro semanas depois das enchentes de 26 de agosto de 2026 no Nepal, mais de 1.000 crianças seguiam em abrigos temporários, segundo avaliação do Conselho Nacional de Direitos da Criança do Nepal e da organização não governamental Save the Children, com dados de 4 de setembro: 102 crianças estavam desacompanhadas de qualquer parente e 439 estavam separadas dos pais, sob cuidado de parentes.

Mais de 500 vivem nesses abrigos com os pais mortos ou desaparecidos, e a lei nepalesa exige 12 anos de desaparecimento para declarar a morte, com exceção em desastres, quando parentes precisam pedir a declaração judicial. O balanço da Polícia do Nepal divulgado em 16 de setembro registrava 1.404 mortos e cerca de 6.150 desaparecidos na catástrofe, desencadeada pelo colapso de uma geleira e de rochas perto da fronteira com o Tibete. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) estima em 32 mil as crianças deslocadas e informou que 18 escolas foram destruídas e outras 20 danificadas, deixando cerca de 10 mil crianças em idade escolar sem aulas.