O gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, criticou nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, a afirmação do presidente da França, Emmanuel Macron, na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), de que o Hamas nunca atuou na Cisjordânia.
“O absurdo grotesco da declaração de Emmanuel Macron é estarrecedor”, diz a nota, reproduzida pelo Middle East Eye e pelo Jewish News Syndicate (JNS). A nota cita a morte de Netanel Shukrun, cidadão francês e pai de seis filhos, que o gabinete descreve como assassinado a tiros no carro por um “terrorista do Hamas” no domingo, 20 de setembro de 2026, véspera do Yom Kippur, na Cisjordânia ocupada, região que o governo israelense chama de Judeia e Samaria. “Com o seu último suspiro, ele disse ao filho para correr”, afirma o texto. “Terroristas do Hamas realizam ataques contra judeus quase todos os dias. Assassinaram incontáveis civis israelenses na Judeia e Samaria.” Macron havia chamado as cenas em Gaza de “vergonhosas. Vergonha para todos nós”, e dito que “todos os que afirmam que a segurança de Israel exige a violação da soberania de todos os seus vizinhos cometem um erro fatal”, conforme o Middle East Eye. Netanyahu deve discursar na ONU na quinta-feira, 24 de setembro de 2026.