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Geopolítica antes das manchetes
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O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, disse que o país pretende cumprir a proibição da União Europeia (UE) de importar gás natural liquefeito (GNL) russo a partir de 1º de janeiro de 2027, apesar dos contratos de longo prazo em vigor de empresas espanholas, segundo a TASS, agência estatal russa, que reproduziu a fala feita em um evento do Atlantic Council, em Washington.

“Os contratos de fornecimento de GNL são fechados com anos de antecedência. São contratos de longo prazo. Não é algo que se decida em cima da hora”, disse Albares. Ele acrescentou que a Espanha tem uma das maiores capacidades de armazenamento e de processamento de GNL da Europa e que isso “abre oportunidades para o resto da Europa”, à qual Madri pode fornecer GNL “de parceiros confiáveis, como os Estados Unidos”. A proibição europeia de importação de GNL russo entra em vigor em 1º de janeiro de 2027 para os contratos de longo prazo, e a do gás por gasoduto, em 30 de setembro de 2027; a Agência da União Europeia para a Cooperação dos Reguladores de Energia (ACER) registra, em relatório de 2026, que as importações russas de GNL cresceram 17% na comparação anual entre 18 de março e o fim de maio de 2026, apesar da proibição dos contratos de curto prazo em vigor desde 25 de abril.