María Corina Machado, líder da oposição venezuelana, tentou voltar à Venezuela três vezes em 24 horas e não conseguiu entrar no país, segundo o The Straits Times, que publica reportagem da Bloomberg, e a Deutsche Welle.
Ela partiu do Panamá, onde está exilada, e as tentativas incluíram um barco e voos para as ilhas caribenhas de Aruba e Curaçao, de onde seguiria por mar, segundo a Bloomberg. O partido Vente Venezuela confirmou que a tentativa foi frustrada e não identificou quem a impediu, segundo a Deutsche Welle. Pedro Urruchurtu, assessor de Machado, disse nas redes sociais que as últimas tentativas por mar e por ar estão entre sete tentativas fracassadas de retorno desde que ela deixou o país clandestinamente, há nove meses, segundo a Reuters. A maior coalizão de oposição, a Plataforma Unitaria Democrática (PUD), exigiu respeito ao direito de Machado de voltar ao país e manifestou “firme solidariedade” a ela, segundo a Deutsche Welle. O governo venezuelano considera Machado foragida e a acusa de convocar intervenção militar contra o país, segundo a Agence France-Presse (AFP). As tentativas ocorreram no mesmo dia em que a presidente interina, Delcy Rodríguez, se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Nova York.