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Geopolítica antes das manchetes
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O Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse que a escolha do próximo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) não sai de “aritmética pura” e que serão necessárias consultas entre os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, segundo o TASS.

Kirill Logvinov, diretor do departamento de organizações internacionais da chancelaria russa, disse à agência que, depois da votação indicativa de 18 de setembro de 2026, Carolyn Rodrigues-Birkett, da Guiana, Rebeca Grynspan, da Costa Rica, e Olara Otunnu, de Uganda, lideravam a disputa, mas que cada um acumula entre cinco e sete votos contrários, e que Moscou espera que as consultas entre os cinco comecem em breve. Segundo o The Guardian, três rodadas de votação secreta não produziram favorito claro: o escolhido precisa de nove votos entre os 15 membros do conselho e de nenhum veto dos permanentes, e o mandato de António Guterres termina em 31 de dezembro de 2026.